quinta-feira, 30 de junho de 2011

Banda Blindagem cantando Paulo Leminski


A canção se chama “Oração de um suicida”, a letra é de Paulo Leminski.  Aqui executada pela banda Blindagem do  saudoso Ivo Rodrigues que morreu no ano passado. A letra é muito bacana.
Vale a pena ouvir. Segue a letra também.

Vejo nos teus olhos tão profundo 
as durezas que este mundo 
te deu pra carregar 
vejo também, que sentes que tem 
amor, para dar

Perdi-me na vida 
achei-me nos sonhos 
a vida que levo 
não é a que quero, 
não quero mais nada

Quando a terra se acabar 
você vai chorar não adianta mais 
vendo esta terra não compensa 
rezando na presença 
de um gigante cogumelo

Teu retrato é poeira 
luminosa, nebulosa 
brilha tanto e ninguém vê 
era um mundo tão bonito 
caprichado de milagres 
Deus gostava de florir
(Pedro Leminski - Paulo Leminski)




quarta-feira, 29 de junho de 2011

29 de junho: Dia de Luto e Luta dos servidores municipais.

Hoje completam cinco anos que durante a greve de servidores municipais o pref. Silvio Barros II preferiu usar a força dos cassetetes ao invés do diálogo. Na madrugada de 29 de junho de 2006 mais de 200 policiais usaram a força contra servidores que lutavam por melhorias salariais e melhores condições de trabalho.
Essa data não pode ser esquecida.  Os 44 Trabalhadores que foram presos naquela noite jamais se esquecerão do momento em que eram arrastados enquanto cantavam o hino nacional.
Recentemente, por muito pouco, o uso da força ao invés do bom senso por parte da administração municipal não se repete.  Desta vez, as vítimas eram os moradores do Conj. Atenas. Só não se repetiu devido a mobilização dos moradores na luta por moradia digna.  Mobilização apoiada por várias organizações e partidos políticos.
Voltando ao dia 29 de junho, aproveito para postar uma música que fiz sobre aquela data.
29 de junho: Dia de Luto e Luta dos servidores municipais. 

Vereador Manoel Sobrinho: "Demagogo é Vossa Excelência"


Pincei no Blog Maringá Manchete do Agnaldo Vieira. (Texto e foto)
No discurso de Humberto Henrique(PT), onde destacou a boa intenção da Prefeitura em resolver da melhor maneira possível o problema das casas invadidas no Moradia Atenas, o vereador salientou o tratamento ríspido, que teve juntamente com uma comissão de moradores, quando foram até a Prefeitura falar com o Chefe de Gabinete Rodrigo Valente, "este atendeu com muita educação à todos, mas aquele procurador jurídico despreparado (Luiz Carlos Manzato) disse que este caso era de polícia e virou as costas".
Depois das severas críticas ao problema da habitação pública na cidade, o vereador Heine Macieira(PP) saiu em defesa do prefeito Silvio Barros, dizendo que o atual Governo Municipal construiu mais de 2830 moradias, sendo a melhor administração dos últimos tempos, o que mais fez pelo social na cidade.
Os pronunciamentos se alternaram seguidamente, Mário Verri(PT) disse que caso de polícia são as denúncias contra a atual administração, referindo-se a doações de terrenos públicos para particulares, e completou: "O procurador jurídico da prefeitura é incompetente."
Para Humberto Henrique, Manzato, "deveria se retratar, por que ele agrediu verbalmente aqueles moradores ao se referir a eles como bandidos."
Já Macieira ao retomar a palavra, disse que não se pode aproveitar da situação para se fazer demagogia do assunto, foi quando Sobrinho disse que "quem é acostumado a fazer demagogia era Macieira", e que a Prefeitura tinha a obrigação de fiscalizar e cobrar a finalização da construção das casas que estão abandonadas a muito tempo.


Alguns moradores das casas invadidas do Moradias Atenas que foram até a Câmara, preferiram não mostrar a faixa com alguns dizeres, pois como a Prefeitura acenou para uma negociação, poderia atrapalhar.
Fonte: Maringá Manchete


Em tempo: segundo o blogueiro-mor Angelo Rigon, uma das faixas dizia: “Ulisses Maia: queremos terreno igual ao do seu irmão – Lei municipal 7848″ e a outra “Queremos terreno igual ao da tia do prefeito – Lei municipal 7506″.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Idade nova e novos cabelos brancos...

Hoje completo  idade nova. Trinta e oito anos acompanhados de alguns, ou muitos para ser sincero, cabelos brancos. Gostaria de desejar um feliz aniversário ao meu pai, João Vidigal, já que aniversariamos no mesmo dia.
Parabéns. Desculpe se não fui o filho que você esperava. Mas eu não poderia esperar um pai melhor do que o senhor.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Uma sentença que vale a pena ler

O Tribunal de Justiça de São Paulo, através de voto proferido pelo desembargador José Luiz Palma Bisson, em Recurso de Agravo de Instrumento (nº 1001412-0/0 - 36ª Câmara) ajuizado contra despacho de um Magistrado da cidade de Marília (SP), que negou os benefícios da Justiça Gratuita a um menor, filho de um marceneiro que morreu depois de ser atropelado por uma motocicleta. O menor ajuizou uma ação de indenização contra o causador do acidente pedindo pensão de um salário mínimo mais danos morais decorrentes do falecimento do pai.
Por não ter condições financeiras para pagar custas do processo o menor pediu a gratuidade prevista na Lei1060/50. O Juiz, no entanto, negou-lhe o direito dizendo não ter apresentado prova de pobreza e, também, por estar representado no processo por "advogado particular". A decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a partir do voto do Desembargador Palma Bisson é daquelas que merecem ser comentadas, guardadas e relidas diariamente por todos os que militam no Judiciário.
Segue a íntegra do voto:
"É o relatório. Que sorte a sua, menino, depois do azar de perder o pai e ter sido vitimado por um filho de coração duro - ou sem ele -, com o indeferimento da gratuidade que você perseguia. Um dedo de sorte apenas, é verdade, mas de sorte rara, que a loteria do distribuidor, perversa por natureza, não costuma proporcionar. Fez caber a mim, com efeito, filho de marceneiro como você, a missão de reavaliar a sua fortuna.
Aquela para mim maior, aliás, pelo meu pai - por Deus ainda vivente e trabalhador - legada, olha-me agora. É uma plaina manual feita por ele em paubrasil, e que, aparentemente enfeitando o meu gabinete de trabalho, a rigor diuturnamente avisa quem sou, de onde vim e com que cuidado extremo, cuidado de artesão marceneiro, devo tratar as pessoas que me vêm a julgamento disfarçados de autos processuais, tantos são os que nestes vêem apenas papel repetido. É uma plaina que faz lembrar, sobretudo, meus caros dias de menino, em que trabalhei com meu pai e tantos outros marceneiros como ele, derretendo cola coqueiro - que nem existe mais - num velho fogão a gravetos que nunca faltavam na oficina de marcenaria em que cresci; fogão cheiroso da queima da madeira e do pão com manteiga, ali tostado no paralelo da faina menina.
Desde esses dias, que você menino desafortunadamente não terá, eu hauri a certeza de que os marceneiros não são ricos não, de dinheiro ao menos. São os marceneiros nesta Terra até hoje, menino saiba, como aquele José, pai do menino Deus, que até o julgador singular deveria saber quem é.
O seu pai, menino, desses marceneiros era. Foi atropelado na volta a pé do trabalho, o que, nesses dias em que qualquer um é motorizado, já é sinal de pobreza bastante. E se tornava para descansar em casa posta no Conjunto Habitacional Monte Castelo, no castelo somente em nome habitava, sinal de pobreza exuberante.
Claro como a luz, igualmente, é o fato de que você, menino, no pedir pensão de apenas um salário mínimo, pede não mais que para comer. Logo, para quem quer e consegue ver nas aplainadas entrelinhas da sua vida, o que você nela tem de sobra, menino, é a fome não saciada dos pobres.
Por conseguinte um deles é, e não deixa de sê-lo, saiba mais uma vez, nem por estar contando com defensor particular. O ser filho de marceneiro me ensinou inclusive a não ver nesse detalhe um sinal de riqueza do cliente; antes e ao revés a nele divisar um gesto de pureza do causídico. Tantas, deveras, foram as causas pobres que patrocinei quando advogava, em troca quase sempre de nada, ou, em certa feita, como me lembro com a boca cheia dágua, de um prato de alvas balas de coco, verba honorária em riqueza jamais superada pelo lúdico e inesquecível prazer que me proporcionou.
Ademais, onde está escrito que pobre que se preza deve procurar somente os advogados dos pobres para defendê-lo? Quiçá no livro grosso dos preconceitos...
Enfim, menino, tudo isso é para dizer que você merece sim a gratuidade, em razão da pobreza que, no seu caso, grita a plenos pulmões para quem quer e consegue ouvir.
Fica este seu agravo de instrumento então provido; mantida fica, agora com ares de definitiva, a antecipação da tutela recursal. É como marceneiro que voto."
(Des. JOSÉ LUIZ PALMA BISSON -- Relator Sorteado)

Fonte: Juz Brasil

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Aguardando a reintegração.

Olá pessoal. Não fui reintegrado ainda. Estou aguardando a publicação no Diário de Justiça. Acredito, e torço, para que nos próximos dias as coisas de desenrolem.
Enquanto isso, aguardando impacientemente.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Justiça determina minha reintegração à Prefeitura. Vitória dos trabalhadores.

Saiu na sexta feira a decisão judicial que determina minha reintegração à Prefeitura de Maringá.  Quem acompanha nossa luta sabe que após 10 anos de serviço, sem uma advertência sequer, fui demitido em 7 de janeiro  por  um processo administrativo  cheio de irregularidades e que demonstrava claramente a perseguição da administração municipal. A decisão foi proferida pelo Exmo Juiz da 6ª. Vara Cível de Maringá Belchior Soares da Silva e determina que a prefeitura me reintegre imediatamente.

Essa vitória é de todos os trabalhadores e mais especificamente os servidores municipais de Maringá. Eles são os verdadeiros vitoriosos pois conseguem resistir dia após dia à retirada de direitos e perseguições promovidas pela atual administração.  

Viva a luta dos trabalhadores!
Avante  CSP-Conlutas



Em tempo: 
Agradeço a solidariedade dos servidores municipais enquanto eu estava demitido. Sou agradecido também aos meus camaradas do PSTU, Dr. Avanilson Araújo (responsável pela defesa), os sindicatos ligados à CSP Conlutas e a CSP Conlutas (Central Sindical e Popular).

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Assunto é o que não falta ...

O que tem faltado é tempo prá escrever. Mas domingo tem postagem.

Mas não dá para passar em branco a ação dos motoristas da TCCC que paralisaram o terminal por alguns minutos ontem. O sindicato deixou claro que foi uma ação isolada.

As vezes os trabalhadores acabam tomando à frente da direção, fazendo o que ela deveria fazer,  quando percebe que  essa direção está do lado do patrão.