terça-feira, 27 de março de 2012

Eu faço força prá entender...

Eu honestamente não entendo algumas decisões que envolvem a administração da coisa pública. Certas situações são tão óbvias, claras e lógicas, que necessitam apenas de uma decisão aplicada com bom senso. Mas nem sempre as coisas acontecem dessa forma.
Faço força prá entender...

quinta-feira, 8 de março de 2012

Manifestantes promovem primeiro “beijaço” gay em Maringá nesta quinta



Uma mobilização da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) promove um “beijaço” em frente à prefeitura de Maringá (PR) às 17h desta quinta-feira (8).
A ideia do “beijaço” veio à tona depois que uma operação da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu), realizada no dia 24 de fevereiro, determinou o fechamento do Dvinyl Club. Proprietárias do Club afirmaram que mesmo tendo cumprido todas as exigências impostas pelos órgãos competentes para a alteração de alguns itens em seu alvará, a pedido da própria Prefeitura Municipal, não foi possível impedir o fechamento das portas do estabelecimento.
Chamado de “beijaço pela igualdade civil”, o ato será na Av. XV de Novembro, 701, e reivindica a garantia do artigo 5º da Constituição Federal, onde diz que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se [...] a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
“Após exaustivas tentativas de regulamentar a situação do Dvinyl perante as intermináveis exigências da prefeitura, na manhã de quinta-feira (1) conseguimos a autorização de funcionamento provisório até que o Relatório de impacto da Vizinhança fosse avaliado. Inacreditavelmente, após 44 dias de engavetamento do processo, por uma força qualquer em um único dia o projeto foi avaliado e foram solicitadas simples alterações. Apesar do prazo de 30 dias para regulamentação, há poucas horas soubemos que nossa autorização fora cancelada, impossibilitando o funcionamento do Dvinyl nesse final de semana”, diz comunicado do Dvinyl.
Depois da prefeitura ter rejeitado o alvará do Dvinyl e o prefeito Silvio Barros (PP) ter vetado o projeto Escola Sem Homofobia e alguns vereadores, como a Marly Martins (PPL), terem se manifestados contra projetos a favor da comunidade LGBT local, ativistas gays decidiram pelo “beijaço”.
Luiz Modesto (foto), presidente do Coletivo LGBT do PCdoB, disse que a comunidade LGBT maringaense já suportou calada por muito tempo é que está na hora de reagir.
“Manifestemos de uma forma diferente nossa indignação ante a forma com a qual a gestão do Silvio [Barros] vem tratando os empresários que trabalham com bares, restaurantes, lanchonetes e casas noturnas, contra as barbaridades que vem sendo feitas em favor das elites sem considerar as necessidades dos maringaenses em geral”, disse Modesto.
O “beijaço” acontecerá nesta quinta e será o primeiro da cidade.

terça-feira, 6 de março de 2012

Reajuste dos Servidores Municipais (Por Paulo Vieira)

Há algumas coisas que não são fáceis de entender, e quando alguém tenta explicar ficam piores ainda, ou apenas mais confusas.
O cartaz abaixo está sendo divulgado pelo SISMMAR (Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá) e refere-se à campanha salarial de 2012.
Reconheço que o percentual que estão negociando é bastante elevado quando comparados aos míseros 5 ou 6% recebidos nos últimos (e nos primeiros) anos da administração de Silvio Barros II, mas quando avaliado o argumento do sindicato, algo me incomoda muito. Vou explicar:
- em todas as ocasiões públicas em que convém, Silvio Barros II diz que sem os servidores não seria possível uma gestão tão eficiente, como no último dia do servidor público: “É uma honra fazer parte desta equipe que tanto faz à população e merece todo o nosso respeito”; ou “Os servidores são o maior patrimônio que temos e se não fossem eles não teríamos alcançado resultados tão positivos para a população maringaense”.
- o cartaz do sindicato diz algo semelhante, ao dizer que “sem servidor(a) a cidade para”;
- o mesmo cartaz informa que o aumento do prefeito e dos secretários foi de 40%;
- logo abaixo vem a frase da discórdia “queremos 14% de reajuste”; L
Que sem os servidores de carreira a cidade para, todos concordamos; que o sucesso de uma administração depende da dedicação e comprometimento dos servidores, idem.
Agora, por que então o salário dos secretários (superior a 7 mil reais) e o do prefeito (superior a 12 mil reais) serão reajustados em 40% e o dos servidores (sem os quais a administração não obteria o sucesso que divulga), que em sua maioria não ultrapassa os mil reais, será, na melhor e quase improvável hipótese, de 14%?