quarta-feira, 4 de abril de 2012

“Uma sociedade com presídios vazios e escolas cheias...”.

Vivemos, ou sobrevivemos, numa sociedade que literalmente tem um modelo econômico selvagem.  Esse modelo tenta nos seduzir a acreditar que a felicidade pode ser encontrada no TER e não no SER. A aparência é tudo. Muitos são seduzidos e acabam por acreditar que a felicidade é simplesmente essa busca frenética, e a qualquer custo, de ser possuidor de determinado bem ou patrimônio. O carro do ano, o celular de última geração e por aí vai. Resultado está aí: alienação total, depressão e stress.  Pessoas com salários comprometidos em empréstimos e dívidas.  Mas o sistema, se alimenta do consumismo e está muito feliz com tudo isso.
Não se trata de defender a volta aos tempos da caverna, não é isso. Não se trata defender o socialismo burocrata e ditatorial de Stalin, nem tão pouco do “pseudo-comunismo” de Cuba.  Uma coisa é certa: é necessário que se repense o modelo de sociedade que queremos. O modelo capitalista que está aí falhou. Prova disso é o aumento das desigualdades sociais. 
Esse novo modelo social está para ser construído. Uma sociedade mais humana, em que não ouçamos que uma pessoa tirou a vida de outra por causa de um tênis. Uma sociedade que os presídios estejam vazios e as escolas cheias.  Uma sociedade em que o trabalhador possa com seu salário manter sua família com dignidade e não apenas enriquecer seus patrões.
Não se trata de uma utopia, mas de uma necessidade inevitável.

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