quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A justiça foi restabelecida: voltei ao meu local de trabalho.



Depois de muita luta, e não poderia ter sido diferente, retornei à exercer minhas funções no mesmo local  em que trabalhava antes de ter sido exonerado. Para quem não tem conhecimento, recentemente estava lotado num setor da SASC que não havia nem o cargo nem a necessidade de um auxiliar de enfermagem.
Fui muito bem recebido pelos colegas de trabalho, os anjos de azul do SAMU, e pelo coordenador do serviço, o tenente-coronel Eduardo Krevieski.  Sem puxa-saquismo, o que não sou nada adepto,  numa breve conversa com ele pude perceber que se trata de uma pessoa que tem disposição para ouvir. Foi franco e correto.   
Não posso deixar de agradecer: os amigos servidores que acompanharam essa situação, o pessoal da imprensa, em especial Ângelo Rigon, Agnaldo Vieira do site Maringá Manchete, Gilmar Ferreira da Rede de Rádios e Lucimar Bueno do Blog da Lúcia. O sindicato cumpriu seu dever participando das negociações.

Obrigado à todos.

UM DESABAFO SINCERO




Procuro não usar o blog para depoimentos pessoais, mas alguns acontecimentos alimentaram o desejo de compartilhar essa reflexão. Começo com uma declaração sincera. Primeiro: tenho vários defeitos. Grande revelação, não é mesmo? 
Como qualquer ser humano sou imperfeito por natureza. Mas procuro ser uma pessoa melhor. Não me considero melhor nem tão pouco pior do que qualquer pessoa. Não sou superior ao andarilho que pede um trocado no sinal nem inferior a alguém detentor de certo poder. Respeito e procuro aprender com ambos. 
Segundo: não sou o dono da verdade absoluta. E se não existem verdades absolutas existem fatos. Quem me conhece sabe do meu comprometimento com  duras lutas.   Lutas por justiça, palavra de tão difícil definição e interpretações variadas. Reconheço, injustiças me deixam indignado.  Tenho procurado melhorar e canalizar essa indignação com maturidade e responsabilidade. Alguns dizem que por minha disposição paguei um preço alto. Mas penso que é equivocado dizer que se paga um “preço” por falar a verdade ou lutar por algo justo, pois se assim fosse daria a impressão de que esses princípios (verdade e justiça) poderiam ser comercializados. Para mim esses valores não podem ser comercializados ou vendidos em troca do que quer que seja. Se não há preço há sim consequências.   
Terceiro: assumo a responsabilidade e as consequências dos meus atos. Falar uma verdade, por exemplo, certamente desagradará alguns ou muitos por vários fatores. Podem não acreditar que o que eu disse seja verdade, e respeito isso. Ou simplesmente não querer que essa verdade venha à tona. 
Quarto: errei por vezes em confiar em pessoas que não mereciam minha confiança. Pessoas assim pensam que a verdade e honestidade podem ser comercializadas. Pensam “antes ele do que eu”. Mas continuo acreditando no ser humano, talvez com melhor discernimento. Se não acreditamos que pessoas podem mudar realidades, o que nos restaria?   
Finalizando, jamais faria uma acusação injusta contra alguém, seja quem for. Se assim fizesse trairia minha própria consciência e não suportaria viver em desacordo com ela que me atormentaria dolorosamente sempre que deitasse a cabeça no meu travesseiro.
Desculpem o desabafo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Manifestação de moradores do Atenas II





A manifestação dos Moradores da ocupação do Atenas II,  coordenada pelo Movimento de Trabalhadores por Moradia, aconteceu na tarde de ontem. Novamente foram impedidos de entrar na prefeitura e não foram recebidos pela administração. Vale lembrar que segundo depoimentos de moradores a prefeitura se nega a conceder o aluguel social. Ainda na tarde de ontem, o Juiz da 5ª Vara Cível suspendeu a desocupação e determinou que a prefeitura apresente um relatório social dessas famílias.

(Vídeo: Repórter Agnaldo Vieira, Maringá Manchete)

Justiça suspende desocupação do Atenas.



Hoje o jornal  “O Diário” noticiou a suspensão da reintegração de posse contra os moradores da ocupação Atenas. Na reportagem de Ivy Valsecchi o Juiz da 5ª Vara Cível suspendeu a reintegração e solicitou a prefeitura apresente um relatório social e um plano de gerenciamento de riscos.
Acertada a decisão do ilustre juiz que na minha opinião agiu com bom senso. Essas famílias não poderiam simplesmente ser colocadas na rua. Há questões sociais e legais que devem ser observadas e mais do que isso, garantidas.  Pois essas pessoas, independente de qualquer argumento,  são seres humanos que merecem respeito e tratamento digno.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Terror psicológico na ocupação Atenas.



Na manhã dessa segunda feira caminhões da prefeitura estiveram  na ocupação do Atenas para realizar a reintegração de posse.  Após permanecer no local algum tempo foram embora dizendo que não iria ser feito hoje.
Uma moradora da ocupação pediu para se ausentar do trabalho  e ir para casa  foi imediatamente demitida.
O que está acontecendo contra essas pessoas nada mais é do que um terrorismo psicológico.   Afinal, senão iriam realizar a reintegração, por que foram até lá. Lembrando que segundo moradores, a prefeitura se negou a conceder o aluguel social prometido em reuniões anteriores.
Essa situação tende a se agravar nos próximos dias.
As 14 horas uma comissão de moradores, acompanhada pelo Movimento de Trabalhadores por Moradia,  irá à SASC para tomar pé da situação.