domingo, 20 de janeiro de 2013

“Ele está parado”, disse o médico...



“Ele está parado”- disse o médico constatando uma parada cardio-respiratória no paciente que acabava de dar entrada na sala de emergência daquele hospital. Médico, enfermeiros e auxiliares de enfermagem começavam à travar mais uma batalha pela vida.  Em situações assim, quando a linha entre a vida e a morte está tão tênue, cada profissional da equipe sabe exatamente da sua função durante o atendimento.
O paciente precisava ser entubado. Traduzindo, é inserido um tubo pela traquéia do paciente que será responsável pela respiração mecânica, feita por uma máquina ou um ambú. O clima era tenso. A entubação requer habilidade do médico. Em situações críticas assim o tempo vale ouro. Quanto mais tempo sem oxigenação no cérebro maior a possibilidade de danos cerebrais.  
De repente, acontece uma queda de energia que deixa a sala de emergência às escuras. Como nada está tão ruim que não possa piorar o gerador que deveria manter luzes e equipamentos ligados não ligou. E agora? Improviso. Faroletes e as pequenas luzes de laringoscópios tentavam suprir a falta de iluminação tão necessária. Após algumas tentativas o habilidoso médico conseguiu entubar o paciente. Enquanto a equipe realizava os demais procedimentos a energia voltou. Alívio e comemoração de todos que tinham trabalhado literalmente no breu. Mas valeu a pena, afinal o paciente se estabilizou. É uma das melhores sensações que profissionais de saúde que trabalham com emergências podem sentir.
Essa é apenas uma de tantas histórias em que profissionais de saúde dão tudo de si para salvar uma vida. Embora a sensação seja gratificante e antes que alguns digam “não há dinheiro que pague” esses profissionais (médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem) merecem ser melhores remunerados. Finalizando, contei o milagre mas omiti os nomes dos santos.

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