terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Crianças da ocupação Atenas II estão fora das creches.




Segundo o coordenador do Movimento Trabalhadores por Moradia uma moradora da ocupação Atenas II teve negada uma vaga em uma creche municipal após se identificar como moradora da ocupação. Segundo ela, a primeira vez que foi à creche foi solicitado para ela providenciasse os documentos, pois havia vaga para seu filho. Quando voltou para entregar os documentos ela não apresentou o comprovante de residência (talão de água ou luz) pois mora na ocupação. A partir daí, segundo ela, lhe foi dito que não poderiam fazer a matrícula pois ela não tinha o comprovante de endereço.
Mediante isso os moradores se dirigiram à prefeitura onde acontecia uma reunião com representantes da SASC (Secretaria de Assistência Social e Cidadania) e várias entidades sociais. O coordenador do movimento Claudio Timossi e a moradora que teve negada a vaga na creche usaram a palavra  denunciando a situação e pedindo providências. Enquanto isso outros moradores da ocupação levantavam cartazes que cobravam as vagas em creche.
Os moradores se dirigiram a Promotoria da Vara da Infância e protocolaram uma representação de sua assessoria jurídica, que relatava a atual situação dos moradores quer estão sem ligação de água e luz. Mediante isso a promotora expediu um oficio destinado à Secretaria Municipal de Educação para que as crianças da ocupação sejam matriculadas nas creches. Foram expedidos ainda um ofício à Copel e Sanepar para que seja ligadas a água luz.
(Fonte: Movimento dos Trabalhadores por Moradia)
(Foto Agnaldo Vieira Maringá Manchete)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

VEREADORES SE REUNEM COM SERVIDORES DO SAMU




Vou tentar relatar os fatos da forma mais imparcial possível. Há tempos o SAMU tem sido alvo de reclamações sobre a demora no atendimento. Recentemente algumas reclamações se tornaram públicas tanto na mídia como através das redes sociais.  
Na manhã dessa sexta feira cinco vereadores estiveram no SAMU para  tomar pé da situação. São eles, Ulisses Maia, Humberto Henrique, Carlos Mariucci, Carmen Inocente e Capitão Ideval. A reunião foi realizada com a presença de servidores e chefias.  
No decorrer da reunião, vereadores solicitaram que os servidores expusessem os problemas que tem ocorrido. Vários servidores relataram não só problemas, mas também sugestões e reivindicações. Entre um dos problemas mais graves está a questão da manutenção das viaturas. Há relatos inclusive de ambulâncias que vão para a oficina e retornam com o mesmo problema. Por vezes o serviço que deveria rodar com três viaturas acaba rodando com apenas uma para atender toda a cidade, incluindo Floriano, Iguatemi e Sarandi. Os servidores também colocaram a questão da descentralização do serviço. Medida que poderia diminuir o tempo de espera dos pacientes por uma ambulância. A valorização do servidor também foi reivindicada. Só como exemplo um condutor do SAMU tem como salário base pouco mais de R$ 1mil mensais.
Em seguida foi solicitado pelos vereadores que tudo fosse colocado no papel e entregues aos vereadores. Os relatores desse documento foram os servidores Paulo Meyer, Wagner Castilho e esse servidor e blogueiro.
Pouco antes das 14horas o documento foi protocolado no gabinete da presidência da Câmara, que fez uma cópia para cada vereador. Também foi entregue ao secretário de saúde Antonio Carlos Nardi durante a audiência pública de prestação de contas da secretaria de saúde.
Finalizando, alguns pontos devem ser ressaltados. Primeiro, os servidores reconhecem que o atual diretor do SAMU, o senhor Eduardo Krevieski tem se esforçado para solucionar esses problemas. Não reconhecer sua disposição seria desonesto. Segundo, reconhecer a importância da ida desses vereadores para tomarem conhecimento dos problemas e buscar soluções. Soma de esforços e vontade política podem mudar essa situação.
Faço uma ressalva. A maioria de minhas postagens são críticas quanto a atual administração. Críticas com responsabilidade baseadas em fatos. Reconheço que há tempos não posto nada sobre o SAMU pois quem tem a obrigação de tomar a frente, de forma aguerrida, sobre as reivindicações dos servidores é o sindicato.  Como cidadão, servidor ou usuário do SUS luto para que o serviço melhore e não  oposto disso.
Finalizando, a reunião foi muito positiva. Há de se reconhecer a importância da visita dos vereadores, a disposição do atual diretor senhor Eduardo Krevieski e a coragem dos servidores nessa reunião em relatar os problemas e reivindicar melhores condições de trabalho. É inegável que mesmo com difíceis condições de trabalho esses servidores são enormemente dedicados em seu trabalho. Afinal de contas para que aguarda uma ambulância do SAMU, um minuto vale ouro, ou uma vida.
Aguardamos para que as reivindicações sejam atendidas e soluções sejam encontradas.

(Foto:  assessoria da vereadora Carmem Inocente)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SEM SECTARISMO



Aos menos avisados não sou filiado ao PT. Sou filiado ao PSTU e atualmente afastado tenho procurado me dedicar à faculdade. Esses dois partidos são separados por um abismo de diferenças. As diferenças existem e meu respeito pelo pensamento divergente também. O fato de pertencer à outro partido não poderia ser motivo para não divulgar esse vídeo. Nele, o vereador do Humberto Henrique (PT) fala da morte do servidor municipal enquanto realizava horas extras em disfunção.  Não se trata de propaganda ao vereador, que respeito inclusive. Mas sim, de repercutir o que certamente muitos servidores gostariam de dizer.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

MORTE DE SERVIDOR ATROPELADO: FATALIDADE? NÃO ACREDITO.



Primeiro gostaria de lamentar profundamente a morte desse trabalhador e expressar meus sentimentos à sua família. O servidor que morreu atropelado era concursado como motorista e naquele momento exercia a função de coletor de lixo.  Era um excelente funcionário e fora ajudar numa equipe que estava desfalcada. Fato.
Profissionais da imprensa e representantes da prefeitura classificaram o lamentável episódio como uma “fatalidade”. Disseram inclusive que ele se dispôs a sair como coletor.
Esse tipo de declaração merece uma reflexão. Um dos significados de fatalidade é “destino inevitável”. Por exemplo, um desastre natural, uma enchente, um temporal.  Isso sim não pode ser evitado.  A maior parte das situações que são taxadas de fatalidade são provenientes de uma ação ou omissão humana.  Explico. Nesse caso especificamente, o servidor estava em disfunção. Era concursado para uma função, mas estava realizando outra. O que é proibido por lei. Assim diz o Art. 29 do Estatuto do Servidor:
Art. 29- Nenhum funcionário poderá desempenhar atribuições diferentes das atribuídas ao cargo que pertence, salvo quando nomeado para cargo em comissão ou para exercer encargos especiais, por expressa designação das respectivas Chefias dos poderes Executivo ou Legislativo, de forma temporária e com expressa concordância do servidor.
Mesmo que estivesse fazendo isso por livre e espontânea vontade, como disse o representante da prefeitura, não se encaixa na situação acima. Não estou dizendo que a culpa foi do próprio servidor como alguns querem fazer parecer. Pelo contrário. Ele deveria ter sido impedido, ou não autorizado, como queiram, de trabalhar como coletor.  
Mas o pior aconteceu. Chamar isso de fatalidade é desconsiderar que poderia ter sido evitado. Disfunções devem deixar de existir para que situações assim não aconteçam novamente. Fica o alerta para servidores: nenhum servidor pode exercer uma função diferente daquela para qual foi contratato.
E a família desse trabalhador? Como fica agora? Vítima da fatalidade?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Amigos sofredores e sofredoras municipais, digo, servidores municipais.



Amanhã acontece a assembleia geral que tratará da campanha salarial de 2013. Será na câmara de vereadores a partir das 8: 30 horas.
É importante a participação massiva dos servidores.