quinta-feira, 4 de abril de 2013

SERVIDORES MUNICIPAIS DE MARINGÁ APROVAM GREVE GERAL A PARTIR DE 10 DE ABRIL.



Os servidores municipais de Maringá decidiram em assembléia realizada nessa terça-feira recusar a proposta da administração e aprovar a realização de uma greve geral a partir de 10 de abril, próxima quarta feira. Primeiramente, esse relato não é individual mais sim de declarações de servidores que acompanharam a assembleia. Evidentemente, são pontos de vistas diferentes da direção do sindicato.
        A proposta apresentada pela administração foi: concessão de 8% de reajuste,  manutenção  do abono salarial, sem incorporá-lo ao salário, um abono de R$ 20,00 para os servidores do quadro geral e de R$ 5,00 para servidores  do quadro do Magistério.         
         A resposta dos servidores que tem acompanhado com indignação o grande número de contratação de cargos comissionados e a desvalorização do servidor de carreira não poderia ser outra senão recusar a proposta da administração. Não abrem mão da incorporação do abono.
Outro ponto que chama a atenção foram as declarações de alguns diretores  durante a assembléia.  Conversando com vários servidores eles relataram que a impressão que tiveram é que a direção parecia criar obstáculos para a realização da greve que a direção sindical cutista parecia estar defendendo a proposta do prefeito para evitar a greve. Perguntavam-se de que lado a direção do sindicato está?
Com uma atitude que beira o desespero, membros da direção fizeram questão de lembrar as perdas dos servidores durante a greve de 2006.  “Lembrem-se que na greve de 2006 os servidores perderam vários direitos (...)”. Culpar a greve de 2006 e a direção da época pela perda de direitos dos servidores é um absurdo.
Com esse discurso da direção cutista, que sempre foi utilizado nos últimos anos, muitos servidores passaram a ter medo de se mobilizar e lutar por seus direitos. Promovida uma verdadeira deseducação dos servidores quanto às formas de lutas para alcançarem seus direitos.
Na verdade os servidores sabem que o verdadeiro responsável pelas perdas da greve e tudo que os servidores sofreram naquele período não foi culpa da greve, mas sim da intransigência da administração em não dialogar com o sindicato e atender as reivindicações dos servidores na época. Administração que na época tinha como vice o atual prefeito parece que não aprendeu com seus erros.
Vale lembrar que a atual direção construiu sua plataforma com o discurso de que essa direção iria diálogar e ter responsabilidade. Impossível ser contra isso. Mas na prática podemos ver que essa fórmula falhou. Sim, é importante o diálogo e a responsabilidade. Mas é impossível negociar quando o governo simplesmente não quer negociar.
Com a deflagração da greve a atual direção cutista do sindicato se encontra num dilema. Conseguirão mobilizar a categoria para uma greve geral? Terão o apoio da   categoria?  Só o tempo responderá essas perguntas.
Finalizando, mobilizar toda categoria para defender seus direitos é de inteira responsabilidade da direção do sindicato e não dos servidores.   Terão que reconhecer que quando o diálogo se torna impossível outras formas de defender os direitos dos servidores devem ser empregadas: mobilizar para avançar. Reuniões em gabinetes fechados não representam conquistas para a categoria.
Os servidores decidiram pela greve! Cabe ao sindicato mobilizar a categoria para a luta por seus direitos. Quanto à Administração, que incorpore o abono, valorize os servidores de carreira atendendo suas reivindicações. Ainda dá tempo. Pois pelo visto havendo disposição dos servidores nem a direção do sindicato segura essa greve.
OPOSIÇÃO SINDICAL

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