quarta-feira, 10 de abril de 2013

UMA REFLEXÃO SOBRE A ASSEMBLÉIA DOS SERVIDORES

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Compartilho minha avaliação sobre a assembléia de ontem. Adianto que não é meu objetivo dividir a categoria. Pelo contrário, por vezes discordo respeitosamente da direção do sindicato, mas sempre defendi a entidade. Entendo que o sindicato em si deve estar acima de qualquer direção. Afinal, direções sindicais vem e vão, o sindicato e servidores permanecem. O objetivo aqui é expressar uma opinião pessoal e quem sabe provocar uma reflexão.  
Primeiro: ninguém gosta de fazer greve simplesmente por fazer. Bom seria se os trabalhadores fossem naturalmente valorizados. Mas a história mostra que nada foi dado de “mãos beijadas” aos trabalhadores e sim conquistado através de mobilizações e grandes lutas. A greve é um meio juridicamente legal e uma ferramenta necessária quando todas as outras formas de ter reivindicações atendidas falharam.
Segundo, uma breve retrospectiva.  A expressão “perdemos por causa da greve de 2006” tem sido empregada com muita frequência. Muitas vezes com interesse eleitoral. Na verdade a greve em si não foi a culpada de nossas perdas mas sim a intransigência e falta de bom senso do prefeito da época em não valorizar os trabalhadores. Culpar a greve é culpar os servidores que tiveram coragem de lutar por reivindicações justas. Dizer que “perdemos por causa da greve de 2006” incute no trabalhador a idéia de que lutar e se mobilizar não vale a pena. Quando estivemos na direção sindicado cometemos erros? Honestamente acho que sim. Erros motivados pela inexperiência. Mas de uma coisa jamais fomos taxados: de defender qualquer proposta da administração que fosse prejudicial aos servidores.
Voltando para os dias atuais, a necessidade de mobilização deve ser contínua. Prova disso é que a proposta de 9% de reajuste e os 20,00 de abono (que pelo preço do tomate poderia ser apelidado de abono tomate) foi feita após os servidores recusarem a primeira proposta da administração. Pelas minhas contas, a primeira vez em cinco anos. Muito provavelmente isso decorreu da indignação dos servidores de carreira com o grande número de contratação de cargos comissionado e seus altos salários. Enquanto o salário do servidor de carreira, “ó”!
Respeito e acato a decisão dos servidores que votaram ontem, mas não posso deixar propor uma reflexão. Com a não incorporação do abono os servidores não tiveram uma de suas principais reivindicações atendidas. A não incorporação representa uma perda mensal sobre os salários pois o abono não incide sobre férias, 13º, quinquênio, horas extras, etc.  Para aqueles que tem os menores salários, que são a maioria dos servidores, isso representa muito. Reconheço, é uma luta difícil. Mas deve ser travada.
Quanto ao plano de carreira, após oito anos, os servidores terão que esperar um pouco mais. Na verdade já são mais de oito anos pois o Partido dos Trabalhadores  enquanto foi administração perdeu uma grande oportunidade de aprová-lo. Resta a todos nós cobrar o compromisso feito pelos vereadores de que não aprovarão o orçamento de 2014 caso o PCCR não esteja nele previsto. Cobraremos isso.
Por fim, a Administração dirá que foi o maior reajuste do século. A direção sindical contabilizará como uma vitória. Honestamente acredito que o reajuste de 9% foi fruto da mobilização dos servidores, mas que isso está muito longe daquilo que os servidores merecem. Mobilização contínua é a palavra de ordem.




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