domingo, 30 de março de 2014

Uma reflexão sobre a assembleia de sábado.



“As necessidades dos trabalhadores não serão atendidas com negociações de uma diretoria sindical e a concessão de migalhas pelo governo".
 
Convido o leitor à uma breve análise sobre a assembléia desse sábado. Primeiro é importante dizer que a decisão da categoria deve ser respeitada. Porém, é merecedora de uma breve reflexão.
É público que há longa data participamos das greves e demais mobilizações dos servidores.  Com isso alguns sempre tentam passar a idéia de quiséssemos uma greve a qualquer custo, o que não é verdade. O ideal seria que os governos espontaneamente valorizassem os trabalhadores. Mas sabemos que na vida real não isso não acontece. Sabemos também que não há conquistas sem mobilização, organização e luta.   A greve é uma ferramenta dos trabalhadores de defender suas reivindicações e necessidades e deve sim ser empregada quando eles assim decidirem.
Falemos da assembléia.  Foi grande presença de cargos comissionados. A direção sindical foi questionada e apenas pediu para que eles não votassem. Oras, o correto teria sido pedir para que se retirassem, pois não são servidores de carreira. Há relatos até de que alguns teriam votado.
Durante a assembléia corria a informação de que servidores de uma secretaria teriam recebido ordem de participar e votar contra a greve. Caso isso não acontecesse suas horas extras seriam cortadas. Se isso realmente aconteceu é gravíssimo. Uma atitude é típica da política dos coronéis.   Bom seria que os servidores tivessem a disposição de denunciar seus algozes.
Por outro lado, a direção sindical tem grande responsabilidade na conscientização dos trabalhadores. Porém, a atual direção sempre lembrou as perdas da greve de 2006 como exemplo de que não vale apena lutar. Diretores em várias assembleias já disseram “perdemos por causa da greve” quando o   seria dizer quem foi o verdadeiro culpado: o intransigente prefeito da época. Não preciso lembram que este tinha como vice o atual prefeito. Esse discurso acaba colocando nos servidores a idéia de que não vale a pena lutar.   Nessa assembléia de sábado diretores defenderam abertamente a aceitação da proposta da administração.     
Finalizando a assembleia votou pela aceitação da proposta da administração Pupin de 5,5% de reajuste.  A administração continua não valorizando os trabalhadores, o que não é nenhuma surpresa. Prova disso é que os servidores eu tem os menores salários não tiveram nenhum avanço salarial com a recente implantação do PCCS.  Os servidores devem refletir sobre o modelo de direção sindical. Pois as necessidades dos servidores não serão atendidas com “negociações” de uma direção sindical e a concessão de migalhas por parte do governo.  
É preciso, é possível e não há outra forma de conquistar senão através na mobilização, organização e luta dos trabalhadores. 

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