terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

"O que fazer?"



Os protestos que se alastram pelo país são um resposta da população, principalmente dos trabalhadores, contra os ataques desferidos pelos governos. Diga-se de passagem, em todos os níveis, federal, estadual e municipal. Aumento dos combustíveis, agua, luz, alimentação, ataque aos direitos dos servidores estaduais do Paraná, só para citar alguns exemplos desses ataques. 
Governos e parlamentares tentam apertar cada vez mais a corda que está no pescoço dos trabalhadores. Não é de hoje que a população carrega nas costas o peso morto de uma classe política que sobrevive como parasitas dos impostos pagos pela população, transformando esses impostos em privilégios pessoais. Há raras exceções, mas que dentro desse sistema, pouco podem fazer. Mas regra geral, ética e moralidade não fazem parte de seus dicionários daqueles que tem intenções nada republicanas.
Aqueles que se revezam no poder, na verdade estão preocupados com um projeto de poder e não em atender os interesses da coletividade. Basta ver as coligações de partidos que antes se diziam adversários e hoje namoram de mão dadas. Como exemplo, PT, PP, PMDB, PSDB e tantos outros.
Quem me conhece sabe que faço parte de um partido verdadeiramente revolucionário e socialista que está presente nas lutas e nas mobilizações que acontecem por todo país e não diferente, aqui no Paraná, o PSTU. Logo, está longe do meu posicionamento ideológico e do meu caráter, defender qualquer partido que esteja dentro desse sistema. Logo, não esperem imparcialidade de mim.
Por outro lado, tenho acompanhado nas redes sociais campanhas pelo impeachment. Se isso acontecesse governaria o vice presidente, que é do PMDB. Sim, o PMDB que em suas entrevistas deixa claro que está preocupado em aumentar seus cargos no governo federal. E é claro que o PSDB, oportunista, incentiva essa manifestação, não porque está preocupado com a população, mas com a tomada do poder, usando a população, que está revoltada com toda razão, como massa de manobra. 
Por fim, a crise é do sistema, e complexa. Nesse sentido, devemos refletir sobre o fato de que é indiferente que um ou outro desses partidos estejam no poder porque historicamente eles nunca estiveram do lado do trabalhadores. Estes estão comprometidos com o modelo liberal em que o importante são os lucros selvagens, seus interesses pessoais e não o bem da população.
 Qual a saída? Construir e apoiar as lutas, mobilizações e greves. Exigir dos governos e parlamentares que parem com as medidas que atacam os direitos dos trabalhadores. Que parem com as medidas que tornam a vida da população cada vez mais difícil. Os trabalhadores não podem pagar pela crise. E mais, mudar um governo não resolveria nossos problemas, precisamos mudar o sistema. E a mudança desse sistema só vai acontecer pelas mãos dos próprios trabalhadores.

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