quinta-feira, 21 de maio de 2015

PANFLETO DA OPOSIÇÃO À DIREÇÃO DO SISMMAR QUE ESTÁ SENDO ENTREGUE AOS SERVIDORES DA EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO.


PCCR DO MAGISTÉRIO: O CAVALO DE TRÓIA DA EDUCAÇÃO


(“Quem não se movimenta não sente as correntes que o prende”. Rosa Luxemburgo).



CARTA ABERTA AOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO MUNICIPAL:

         Nós, profissionais da educação municipal esperávamos uma revisão do PCCR que valorizasse os servidores(as), que efetivasse os 33% da hora atividade e que corrigisse as distorções funcionais da categoria. Isso não aconteceu e vários pontos da revisão estão sendo comemorados como se fossem conquistas, mas na verdade são derrotas para todos os trabalhadores da educação.
           A exemplo da Câmara Federal que aprovou a PL 4330, conhecida como lei das terceirizações, a nível municipal caminha-se no mesmo rumo. O atual PCCR possibilita a terceirização na educação pois permite a contratação de trabalhadores temporários (Artigos 12 ao 20 do PCCR). Trata-se de uma escancarada terceirização na educação, o que precariza ainda mais as condições de trabalho.
          Há tempos o que temos testemunhado é a uma direção sindical omissa, que nas assembleias apenas apresentam aos servidores as decisões tomadas pela Administração, sem um amplo debate com a base.  Enquanto em Curitiba no dia 29/04/2015 os servidores estaduais confrontavam o governo para defender seus direitos, em Maringá, em uma assembleia dos servidores municipais da educação, a direção sindical realizava a leitura de uma normativa da Administração. Essa normativa na prática regulariza a venda de 1/3 da hora atividade. Quem esteve presente na assembleia testemunhou a inércia da direção sindical que sequer esboçou uma reação. O repúdio por parte dos profissionais da educação a essa postura da direção sindical ficou claro. Uma servidora manifestou-se dizendo que não venderia a sua hora atividade e criticou o fato de como alguns aceitam vender seu trabalho por poucas migalhas. 
            Caros colegas, é notória a política de desvalorização e desmantelamento da educação pública acompanhada de uma despolitização promovida por direções sindicais que cedem aos interesses dos governos. Apesar disso, a categoria da Educação encontra fôlego para sua lutar por seus direitos. Profissionais da educação de São Paulo, Pernambuco, Pará, Santa Catarina, Paraíba e Minas Gerais encontram-se em processo de mobilização e luta. Em Maringá, a atual direção sindical curva-se diante dos interesses da Administração que atacam diretamente nossos direitos. Precisamos dar um basta e tomar como exemplo aqueles que são vitoriosos e conseguem defender seus direitos através das lutas e mobilizações.

Oposição à atual Direção Sindical.
(Contato: 9951-1604/9919-6327)


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