sábado, 22 de outubro de 2016

VAMOS FALAR SOBRE DESRESPEITO?


Muito se falou em desrespeito durante essa semana. Trago à lembrança alguns desrespeitos cometidos durante as administrações do então prefeito Silvio Barros. 

Sobre desrespeito contra a mulher. Durante a greve de 2006 realizada na gestão Silvio Barros, os pais que levavam seus filhos as escolas recebiam um comunicado assinado pela direção da escola que dizia: “não haverá aula porque a professora “X” (descrevia o nome), está em greve”.  Atribuía-se às professoras a “culpa” por não haver aula. A exposição de seus nomes além de desrespeitar o direito a honra criou situações desagradáveis entre pais e professoras.


Ainda sobre o desrespeito contra as mulheres, durante a greve em 2006 num evento promovido pela Secretaria de Educação chamado “Programa de Educação Inclusiva e Direito a Diversidade” houve constrangimentos. Professoras que participavam da greve eram impedidas de participar. Aquelas que  foi permitido participar do evento não era exigida nenhuma identificação. Segundo reportagem do "Jornal Hoje" (ver abaixo), uma servidora negra ao entrar teve pedida sua identificação. Ao perceber que estavam sendo filmados a responsável pela portaria teria pedido para que essa senhora entrasse e apresentasse seus documentos lá dentro, para os seguranças. 

Falando em desrespeito a servidores, durante a campanha da primeira gestão de Silvio Barros ele prometera que os reajustes seriam concedidos de acordo com o índice da inflação (veja abaixo). Dois anos depois os servidores entraram em greve. Motivo: reajuste salarial. 

O jornal “O Diário” de 24 de abril de 2007 publicou na capa o título “Sindicância sobre a greve decide pela demissão de 28”. A reportagem apresentou o nome de cada um dos 28 servidores exonerados e atribuiu a eles "depredação do gabinete do prefeito". A exposição de seus nomes e a atribuição a eles da autoria de um crime, em um jornal de grande circulação, deixou marcas para sempre na vida desses servidores e servidoras. Pergunto: qual o objetivo jornalístico de nominar 28 servidores e atribuir a eles a autoria de um crime? Afinal, a exoneração ocorreu por uma decisão administrativa e não judicial.  Um claro desrespeito ao princípio da presunção de inocência e do direito à honra.  Trinta dias depois todos foram reintegrados judicialmente pois não foi provado que eles tivessem praticado essa conduta.

Falando em desrespeito à população, o jornal “O Diário” publicou uma reportagem em 26 de fevereiro de 2006 dizendo que o serviço odontológico do município estava parado por falta de materiais. Trazia também o depoimento de uma paciente que esperava por uma consulta há quase um ano. Considerando que a saúde é um direito de todos e dever do Estado os munícipes tiveram esse direito desrespeitado.

Em 30 de setembro de 2007 o jornal “O Diário” publica como matéria de capa: “23 mil esperam por cirurgias e consultas”. Mais uma vez o desrespeito ao direito à saúde.

Durante a campanha da primeira gestão de Silvio Barros ele prometeu pagar a Trimestralidade. Trata-se de uma ação trabalhista que teve origem na gestão de seu irmão, Ricardo Barros, enquanto prefeito. Silvio ganhou a eleição, administrou a cidade por mais uma gestão e mesmo tendo a Justiça determinando que a prefeitura pagasse essa dívida, doze anos depois ela ainda não foi paga.
Não se trata simplesmente de um desrespeito a direitos trabalhistas, mas um desrespeito para com aqueles servidores que têm esse direito a receber. São pessoas de idade, a maioria são aposentados e muitos faleceram tendo seus direitos desrespeitados.


Na campanha para 2004 Silvio Barros prometeu “melhorias no atendimento da CAPSEMA sem aumento de despesas”. Em 2008, num projeto enviado pelo Prefeito Silvio Barros à Câmara de Vereadores, a CAPSEMA foi extinta.


Espero tem contribuído de alguma forma ao relembrar esses fatos. Afinal, "Aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo".(George Santayana, filósofo espanhol)
 
 


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